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terça-feira, 21 de julho de 2009

Citação










"Do rio cujas águas tudo arrastam se diz violento,
mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem."

Bertold Brechet


domingo, 12 de julho de 2009

CAPITALI$MO & ESQUIZOFRENÉTIC@S

- vá vencer na vida, filhinha, vá vencer na vida.



me dizia aquele maldito velho já escroto, caquético, quase sem dentes.
- vença na vida, menina, vença.
ah, fodam-se. tomare que ele enfie o dinheiro e o dedo no cu. quem sabe assim ele vence primeiro essa falta de vida que falta pra morte dele. dinheiro e conseguinte felicidade? vão pra puta que pariu. se fosse mulher saberia que posso virar puta.
- o que vai fazer estudando os orixás, menina?
vou é fazer mandinga pra que esses teus míseros momentos que te restam sejam lotados de miséria. pra que esse teu probleminha de fim do mês se resuma a meter um pão na boca e um copo de água na garganta. fodam-se. já me fartei dessa merda toda. se não é isso, são os fanáticos. mas eu prefiro eles. os messiânicos. aqui nessa terra tem que ser tudo em nome de deus, mesmo.. e se já não bastasse esse medinho infeliz da perda... ahhahahaahahah medo da perda? seus bostas. quem perde a vida são vocês. lixos. escravos. do trânsito. da moda. do orgasmo forçado. e ainda me vem com essa politicazinha suja, imunda, falsa.. hipócritas! militantes do medo, da mentira, cheios de pulinhos e de biquinho fechado, só aberto pra espalhar da piadinha alheia hihihi. corrosão maldita, queime essa merda toda, se consideração se resume a isso eu prefiro arder no mármore do inferno e descolar uma boa trepada com o diabo.


M E R D A !


se ao menos dessem ouvidos a todo esse falatório desordenado, a todas essas cabeças se espremendo pelos cantos, a todo o vento engolido pelos prédios, a toda boca que só cala, todo ouvido que só ouve, a todo calo nas mãos, a todo sorriso sujo de feijão, a todo pé descalço, a todo desespero alijado nas bocas cotidianas, a toda lágrima que cai muda e sozinha porque se conserva medo, moral e razão. e culpa. se ao menos ouvissem os (en)cantos agonizando em solitarias mentes por puro movimento vadio e perdido. é essa maldição que engole e cospe mantendo todo esse (des)esquilibrio vadio entre inclusão e exclusão. chega.


agora? senta e chora.
castigo-te por buscar.
era melhor se calar.



vomitar esse tédio todo por algum canto escondido. onde só estejam os porres, as porras, os restos e os rastros. mais uma fábrica abandonada tomada pela escassez desses malditos dias que soam em frenéticos tictacs alucinados, desnorteados. eu prefiro me perder! e repetir incansavelmente essas palavras febris e cíclicas.. do que dançar nessa folia de "mão com mão, pé com pé". palavras mal escritas, palavras mal ditas. antes fossem esquecidas e digeridas? mas não desce! e se desse, eu enfiaria o dedo na garganta à sua busca. já não se sabe se levanta a cabeça e acha a luz ou se abaixa e morre. seria mais um nu a beira da marginal tietê, mais um número, mais um cadáver indigente - sem documento não é gente, sem documento não é gente... o caralho! Direitos? direito eu tenho é de me matar até a morte. e caio no funkfilosófico do "destrói com a História, acaba com a moral". gaguejo!! em vez de sujar minhas mãos de $angue... parar e respirar e ser atropelada por mais um apressado atravessado. olhar para o lado e só achar hipocrisia, autoridade e covardia, edifícios, bancos e artilharia! vou é me encantar! onde se esconde o palavreado febril dos bêbados, o suor afoito dos amantes, o embalo tresloucado dos apaixonados, a fé dos carentes, a curiosidade das crianças, a espontaneidade dos animais, a ousadia dos desobedientes. "destrói destrói destrói com a História, acaba com a moral"..


AFASTA DE MIM ESSE CALE-SE!!!
senhor cidadão, filhodeumaputa, venha cá e me diga quantas toneladas mais de medo e covardia você vai despejar na construção da tradição? senhor cidadão, me diga o porquê.. se o dia todo você passa, bate e volta, vai e vem - e já parou pra reparar quantos gritam ao seu lado? já parou pra reparar que aquele montaréu de papelão que você desviou é mais um coração perdido? já parou para ver as lágrimas escorrerem pelas paredes dos velhos e nostálgicos edifícios arruinados? já parou para tentar achar coerência ou ao menos carência na fala daquele louco que estribucha na tua esquina? já parou pra pensar nessa boçal "civilidade" em que vc desvive? já parou pra se tocar que vc enche o cu de propriedade e teu empregado não tem teto?
senhor cidadão me diga o porquê de você andar tão triste. é porque na briga eterna desse mundo tem que ferir ou ser ferido?






- MA$ QUANTO VALE ISSO, MOÇO?

terça-feira, 23 de junho de 2009

SUICÍDIO!




Sucesso! Até a rosa se enforca!
Atira-se da janela!

VIDA INJUSTA!
Ó! Dificuldade de seguir um sonho...
Até a rosa desiste!
Despetala-se e agoniza.

Sem vaso, sem fachada, sem corda, sem forca,
então pra quê dor?
(anador!)

Adiantam analgésico e antitérmicos?
Quero mesmo parar de sentir dor ou calor?

Sou humano, busco
D
E
S
U
M
A
N
I
Z
A
Ç
Ã
O

Numa cadência decadente para todos que ainda tentam.

"Parapapapá..." (amo muito tudo isso (?))

E entoa a música fúnebre.
O amor platônico e capitalista.
Cante e vá em frente...
SUICIDE-SE!

domingo, 21 de junho de 2009

Acredite, eu vi e tenho fotos!



a Justiça
tá de olho vendado
pé quebrado
sozinha
à beira mar



quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Fim Dos Tempos

Frio, muito frio
O ponto de ônibus, ele atrasaDescalço as luvas para ligar meu mp3 para que a musica me distraia,
Ergo minha trincheira de fones de ouvido,
Acendo um cigarro
Umas tragadas
O pingo de chuva cai exatamente sobre a brasa
Enquanto recupero o isqueiro na enorme bolsa bagunçada
A bateria do mp3 acaba... do celular já o havia feito a muito tempo..
Ouço um velho balbuciando uma bobagem qualquer...
Um homem clama ter sonhado com o Fim dos Tempos
Clama em altos brados como sonhara com o mundo consumido em chamas,
Com os prédios sucumbindo,
Torrentes e fortes chuvas,
E raios e trovões
E tudo culminava em um espetáculo pirofágico que consumia a todos,Homens e mulheres e velhos e crianças
Contava seu pesadelo enquanto aparava as heras do jardim de uma franquia multinacional de fast-food qualquer
Mencionei que chovia? Pois sim chovia, e a temperatura de quinze graus centígrados me causava dor nas juntas...
Então não via, o pobre homem, que o fim dos tempos estava ali, estava ali em sua própria imagem e semelhança, retratado nas linhas das rugas daquele homem franzino que trabalhava molhado sob a chuva naquele dia frio. Contratado por aqueles que detém tanto e pagam tão pouco.
O fim dos tempo começou quando o “um por todos todos por um,, foi substituído pelo “cada um por si e Deus contra todos,,.
O fim dos tempos é esse em que vivemos,
Da jovem drogada,
Do pai que esquece o bebê no carro,
Da mãe que cafetina a filha,
Do menino de 13 anos que aponta a arma na cara da socialite parada no semáforo.
A cada segundo há o final do tempo que se exaure com cada grão de areia que cai suicida nessa ampulheta trágica.
A cada segundo mais um par de olhos que se fecha pela última vez
A cada segundo ocorre um crime hediondo contra o mundo, pior que todos os dilúvios e chuvas de meteoros e qualquer cataclisma previsto escatológico
A cada dia comete-se uma atrocidade mais sem sentido do que o Gênesis
E ninguém vê que vivemos a apoteose apocalíptica da solidão deliberada,
Todos estão excessivamente plenos em seus próprios carros, notebooks, controles remotos e cartões de crédito.E há crianças chorando de fome,
E há aqueles que oram, temendo o soar das trombetas do Apocalipse
Sem ainda ouvir que estas já soaram,
Com o timbre emitido pelas cordas vocais dos desesperados
E esse Armagedom cotidiano é tão estapafúrdio
Que nenhum sonho profético poderia prever
Que o fim dos tempos
É agora
...

domingo, 7 de junho de 2009

OMEROMOTIVO

- amor?
(por obséquio...)

- a vida entre essas frestas de concreto, digo..
- onde sobreviver, sinto..

- "risco de vida"? NADA!
(respiramos.)
- ainda que a selva de concreto ou à margem do objeto..

- se você quem sabe der tudo de si..
- controle?
- cortejo!
(cogite algum banquete!)

- liberdade cativa?
- poder?

- visível.
- inverificável.

- CÁRCERE EM PRÓPRIA EXISTÊNCIA?
nada!!! NADA!! NADA nada!!

- confusão, ilusão
- confusion, ilusion

- mas, diga-me:
"o que tens aí agora para mim?"

- pensar?
- sim! ainda há tempo para argumento.

(mas o tempo NADA.)
AINDA!

pois há
(NO FUTURO)

- um mero motivo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

o cheio cheio de tédio.

vai, volta, alonga, come, ouve, masca, cospe, grita, chora, lê, vê,
sente, sente, masca, anda, corre, ouve, come, pira,
fica, vai, desconfia, cala, anda, acha, corre,
consente, baixa, vota, fica, come,
masca, chupa, morre,
dorme, fuma,
grita,
bebe, chora,
caga, come, faz,
volta, pausa, vê, sente, sente,
pensa, lenza, venza, basa, banza, lenta, jóia,
nóia, euforia, cantoria, clímax, m, lembrança, falança,
vaga, nada, nada, vaga, vago, mala, vala, fala, cala, pala, rala e









olha.