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terça-feira, 23 de junho de 2009

SUICÍDIO!




Sucesso! Até a rosa se enforca!
Atira-se da janela!

VIDA INJUSTA!
Ó! Dificuldade de seguir um sonho...
Até a rosa desiste!
Despetala-se e agoniza.

Sem vaso, sem fachada, sem corda, sem forca,
então pra quê dor?
(anador!)

Adiantam analgésico e antitérmicos?
Quero mesmo parar de sentir dor ou calor?

Sou humano, busco
D
E
S
U
M
A
N
I
Z
A
Ç
Ã
O

Numa cadência decadente para todos que ainda tentam.

"Parapapapá..." (amo muito tudo isso (?))

E entoa a música fúnebre.
O amor platônico e capitalista.
Cante e vá em frente...
SUICIDE-SE!

domingo, 21 de junho de 2009

Acredite, eu vi e tenho fotos!



a Justiça
tá de olho vendado
pé quebrado
sozinha
à beira mar



quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Fim Dos Tempos

Frio, muito frio
O ponto de ônibus, ele atrasaDescalço as luvas para ligar meu mp3 para que a musica me distraia,
Ergo minha trincheira de fones de ouvido,
Acendo um cigarro
Umas tragadas
O pingo de chuva cai exatamente sobre a brasa
Enquanto recupero o isqueiro na enorme bolsa bagunçada
A bateria do mp3 acaba... do celular já o havia feito a muito tempo..
Ouço um velho balbuciando uma bobagem qualquer...
Um homem clama ter sonhado com o Fim dos Tempos
Clama em altos brados como sonhara com o mundo consumido em chamas,
Com os prédios sucumbindo,
Torrentes e fortes chuvas,
E raios e trovões
E tudo culminava em um espetáculo pirofágico que consumia a todos,Homens e mulheres e velhos e crianças
Contava seu pesadelo enquanto aparava as heras do jardim de uma franquia multinacional de fast-food qualquer
Mencionei que chovia? Pois sim chovia, e a temperatura de quinze graus centígrados me causava dor nas juntas...
Então não via, o pobre homem, que o fim dos tempos estava ali, estava ali em sua própria imagem e semelhança, retratado nas linhas das rugas daquele homem franzino que trabalhava molhado sob a chuva naquele dia frio. Contratado por aqueles que detém tanto e pagam tão pouco.
O fim dos tempo começou quando o “um por todos todos por um,, foi substituído pelo “cada um por si e Deus contra todos,,.
O fim dos tempos é esse em que vivemos,
Da jovem drogada,
Do pai que esquece o bebê no carro,
Da mãe que cafetina a filha,
Do menino de 13 anos que aponta a arma na cara da socialite parada no semáforo.
A cada segundo há o final do tempo que se exaure com cada grão de areia que cai suicida nessa ampulheta trágica.
A cada segundo mais um par de olhos que se fecha pela última vez
A cada segundo ocorre um crime hediondo contra o mundo, pior que todos os dilúvios e chuvas de meteoros e qualquer cataclisma previsto escatológico
A cada dia comete-se uma atrocidade mais sem sentido do que o Gênesis
E ninguém vê que vivemos a apoteose apocalíptica da solidão deliberada,
Todos estão excessivamente plenos em seus próprios carros, notebooks, controles remotos e cartões de crédito.E há crianças chorando de fome,
E há aqueles que oram, temendo o soar das trombetas do Apocalipse
Sem ainda ouvir que estas já soaram,
Com o timbre emitido pelas cordas vocais dos desesperados
E esse Armagedom cotidiano é tão estapafúrdio
Que nenhum sonho profético poderia prever
Que o fim dos tempos
É agora
...

domingo, 7 de junho de 2009

OMEROMOTIVO

- amor?
(por obséquio...)

- a vida entre essas frestas de concreto, digo..
- onde sobreviver, sinto..

- "risco de vida"? NADA!
(respiramos.)
- ainda que a selva de concreto ou à margem do objeto..

- se você quem sabe der tudo de si..
- controle?
- cortejo!
(cogite algum banquete!)

- liberdade cativa?
- poder?

- visível.
- inverificável.

- CÁRCERE EM PRÓPRIA EXISTÊNCIA?
nada!!! NADA!! NADA nada!!

- confusão, ilusão
- confusion, ilusion

- mas, diga-me:
"o que tens aí agora para mim?"

- pensar?
- sim! ainda há tempo para argumento.

(mas o tempo NADA.)
AINDA!

pois há
(NO FUTURO)

- um mero motivo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

o cheio cheio de tédio.

vai, volta, alonga, come, ouve, masca, cospe, grita, chora, lê, vê,
sente, sente, masca, anda, corre, ouve, come, pira,
fica, vai, desconfia, cala, anda, acha, corre,
consente, baixa, vota, fica, come,
masca, chupa, morre,
dorme, fuma,
grita,
bebe, chora,
caga, come, faz,
volta, pausa, vê, sente, sente,
pensa, lenza, venza, basa, banza, lenta, jóia,
nóia, euforia, cantoria, clímax, m, lembrança, falança,
vaga, nada, nada, vaga, vago, mala, vala, fala, cala, pala, rala e









olha.

domingo, 26 de abril de 2009

Aprovada no vestibular



Perco os planos, o nexo e a linha de raciocínio. O pensamento voa longe. Longe do teclado, das mãos, dos dedos, das unhas, dos pés, da cabeça, do corpo. Indecisão alojada no interior. Certo medo contido, quase proibido. Numa esperança de fazer-me forte, indestrutível. Movida a adjetivos. Quanto mais adjetivo, mais fácil esquecer qual é o substantivo. Mais fácil de esquecer logo tudo de uma vez. Esquecer o mundo e suas dores. É uma experiência louvável, lamentável. Onde sufixos não se fazem suficientes para explicar. E prefixos só prefazem verbos já auto-suficientes. Não é preciso recomeçar. Mas apenas começar de novo. Sem proteger o começo com um prefixo. Ele não precisa disso. Há inúmeras outras necessidades tão mais "necessárias" - para não dizer urgentes e fazer-me redundante. (...) Faço parte de um ciclo. Um vício. Um ciclo vicioso. Sou fruto do meio, da influência. Não tenho autoridade, sou bicho. Literalmente sou bicho.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Tuas Horas.

Tempo tem passado sem passado, em passar ainda estranho, mais rápido, menos corrosivo. Suavemente, às escondidas, despercebido, nada sofrido. Resíduos umbilicais bagunçaram ponteiros e distâncias. Até o paladar, senão dirá em próprio corpo. Não mais sente-se: Vê. Encontrando-se preso, as nuvens a andar e a Terra a par a parar, enquanto o fenômeno natural é axioma inverso. Qualquer esquizofrenia cotidiana não saíria assim, pela porta social, a olhar sua cara cansada e pálida estampada no descarado espelho do elevador, pelo ilustrador corriqueiro cheirando a entrega particular, a preguiça moderna, a estática vida de frenético e desenfreado movimento da metrópole. Era claro, nítido, cristalino, pudera límpido. E saiu. Saiu pela porta social, desceu calmamente o elevador, olhou tranquilamente os ponteiros do relógio central passarem, dançarem, recuarem, trépidos, trêmulos, medrosos, covardes, foragidos, coagidos. Façanha. Não haveria tamanha liberdade assim, descer escadas, pular muros, invadir tão próspera propriedade e tão corrompida conseguinte família monogâmica sutil, educada, de tamanha cortesia. Haveriam de inovar, inventividades sem tamanho, maravilhas espetaculares, porém haveria um limite, ou ao menos uma sequência consciente? A vista seria familiar por mais que distante, por mais que assutadora. Não haveria de emaranhar conclusões fulgazes de horas de relexão incognoscível, cíclica, carcereira, enfadonha. Não era possível. E os sinais? Semáforos? Faixa de pedestres? Símbolos, símbolos e símbolos, sim!
Simbologia? Engoli.
Pílulas diárias, castração e prostração, horas de arroxeamento vil, personagens atrozes, dançarinos antenados, atores momentâneos. Estendia a mão, rogava pelo pão, implorava aos olhos. Aqueles petrificados de páginas emboloradas de alguns já seculares meses atrás. Angústia. Palidez. E, como numa gradação de tamanha sutiliza que quase despercebida, atingiu ao clímax real em enredo fictício, impune por gerar tantos delírios e ilusões ao cotidiano já torporizado. Evoquei-me. Pudera viagem astral. Delírio onírico. Demagogia! Demagogias. Não passam disso. Despe-se Desejo, transveste-se Realismo. Pois não? Tudo gulosas pupilas, a engolir olhos, segurar cajado, machado, conduzir boiadas em pastos, perdidas e imóveis a caminho do já traçado desfecho. Fecha-se em pétala, abre-se em botão. E ao desabrochar, já não fura: Atravessa. E agora: Seis da tarde, horário de verão. Passava assim, verdadeiras dunas de duas, duras, puras? Tuas Horas.